Em tempos de crise, o importante é dar o melhor de si

Os tempos andam bicudos mesmo e o clima é de incerteza generalizada. A situação pede cooperação. Li um artigo do fundador e presidente do Grupo Boticário, Miguel Krigster, que endossa justamente isso. Ele diz, em certo ponto, que se o COVID-19 está servindo para alguma coisa, é para nos lembrarmos da importância de valorizar a vida humana.

Ele também destaca a necessidade das pessoas e das empresas em buscar um sucesso responsável. Krigster escreve ainda que “é nos momentos mais desafiadores que as pessoas revelam suas mais valiosas qualidades humanas”. E é nisto que tenho reparado mesmo, principalmente, nesta era de hiperconectividade, ressaltada ainda mais pelo caos dos últimos dias.

Quem está em casa, está conectado. Não temos números de Brasil, mas o jornal espanhol El Independiente informa que no país europeu, um dos mais afetados pela nova gripe, as redes sociais aumentaram seu tráfego em 40% durante o surto do coronavírus. O uso de mensagens de voz e dados também cresceu (e segue crescendo) em cerca de 50% e 25%. O tempo gasto no WhatsApp quintuplicou e no Skype quadruplicou. A tecnologia nos permite manter muitas de nossas rotinas, mesmo em confinamento. Mas será que é possível, além de nos mantermos produtivos, usar esse tempo extra na rede para fazer algo que impacte positivamente esse cenário? A resposta é sim.

Pontuo agora bons exemplos de pessoas (que são também suas próprias empresas) e que, ao invés de se fecharem em seus privilégios de home office, compartilharam com sua rede o que têm de melhor, suas potencialidades. São iniciativas genuínas que, mesmo sem ter esse propósito, potencializam ainda mais a marca desses profissionais.

Um exemplo é o da fundadora da Escola de Escrita, de Curitiba, a professora Julie Fank. Ela precisou fechar as portas de sua empresa e o que podia ser o início de uma grande crise, tornou-se uma boa oportunidade. Via seu Instagram pessoal ela está criando uma rede de novos alunos, uma espécie de “programa de escrita”, gratuito e online, a fim de incentivar as pessoas a escreverem mais, reforçando essa habilidade, no período de quarentena.

Outro é o da jornalista Carmela Scarpi. Por meio de sua conta pessoal nas redes ela oferece, também de forma gratuita, seus serviços de comunicação com o objetivo de contribuir com uma empresa que não tenha essa expertise e pode se beneficiar dela neste momento de reclusão e baixas nos negócios. Carmela está disponível para elaborar uma estratégia a um desconhecido, para que ele possa enfrentar esse período de instabilidade comercial.

Ambas as empreendedoras colocam suas marcas pessoais em prol de outras. Se pensarmos então na afirmação de Miguel Krigster que ”é nos momentos mais desafiadores que as pessoas revelam suas mais valiosas qualidades humanas”, essas mulheres – e tantos outros profissionais – mostraram seu melhor e vão sair da crise como pessoas melhores, pessoal e profissionalmente. E você? Esbarrou em alguma história parecida nos últimos dias? Compartilhe nos comentários para conhecermos mais pessoas inspiradoras.

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